Frango Caipira – Alimentação alternativa

O ponto mais forte na criação do frango caipira é a alimentação alternativa.

fareloÉ necessário frisar que, na criação do frango caipira, a alimentação alternativa contendo plantas precisa ter elevado valor nutritivo, baixo teor de fibra e alta digestibilidade. Sem dispensar a ração comercial, os piquetes e os complementos (Frutas, legumes, verduras e capim picado) são muito importantes para o desenvolvimento do frango caipira, fornecendo-lhe, a fibra e xantofila (Parte amarela das plantas) tão necessárias.

Além dos grãos de milho moído e do farelo de soja, que são os mais largamente utilizados em dietas de frangos, pintos e galinhas, outras opções de alimentos podem ser utilizadas desde que tenham composição química adequada e sejam isentos de substâncias anti-nutricionais que dificultem a digestibilidade e a absorção de nutrientes.

Essas alternativas alimentares geralmente resultam do processamento de produtos comestíveis, por isso são chamados de subprodutos. Também podem ser restos culturais da agricultura ou pecuária, tendo, geralmente, ocorrência sazonal. Uma vez selecionados para compor a mistura dietética, devem ser limpos e processados, isentos de qualquer toxidade e perfeitamente apropriados para o consumo. (Fonte: Embrapa)

Entre os alimentos alternativos destacam-se:

  • Capim Coast Cross
  • Capim Quicuiu
  • Rami
  • Capim Tifiton
  • Raspa de mandioca
  • Folhas de Batata doce
  • Grama Estrela
  • Guandu
  • Hortaliças e leguminosas

O cultivo e uso mais adequado de plantas possuidoras de maior potencial de produção e valor nutritivo, com certeza, contribuirão para a melhoria do sistema de criação de frango caipira. A vantagem de tal sistema será a alimentação mais barata, saudável, produzida na propriedade e que resultará no aspecto e sabor peculiar “caipira” da carne e ovos.

Todos estes alimentos alternativos podem começar a ser servidos aos pintos caipira a partir do 15° dia de vida.

Na ração das aves o núcleo que for utilizado deve conter coccidiostáticos nas primeiras semanas de vida da ave, visto que, neste sistema de criação a coccidiose é uma doença comum.